Qual é o objetivo de tudo? Porquê continuar com estes pequenos atos de bondade que não parecem surtir qualquer efeito?

Todos aqueles que têm acompanhado as nossas aventuras já devem ter notado que, com mais frequência do que gostaríamos, temos estado demasiado próximos do perigo. Paris, Bruxelas, Berlim e Londres: 4 cidades incríveis e que nos receberam tão bem foram brutalmente atacadas e submersas em terror apenas dias após as nossas visitas. E nada é mais difícil do que regressar a casa, ainda completamente apaixonados por aqueles locais, para assistir, pelas notícias, ao terror que se espalha aquando destes terríveis crimes sem sentido. Nós, sendo sobreviventes dos Ataques Terroristas de Paris, sabemos em primeira mão o quão assustador e marcante pode ser viver uma experiência destas. Um momento que nos mudou para sempre.

Mas esse é precisamente o motivo pelo qual nunca iremos parar. Enquanto as pessoas conseguirem permanecer unidas e praticar pequenos atos aleatórios de bondade haverá esperança! E amor. E razões para continuar a acreditar no nosso mundo.

A primeira vez que viajámos decidimos visitar Roma. Éramos apenas 2 jovens ainda na faculdade, a juntar todos os cêntimos possíveis para conseguir conhecer a cidade dos meus sonhos. Foi graças à resistência do Bruno que tudo foi possível. Ele pesquisou, investigou, procurou os melhores preços e poupou cada cêntimo. Após meses e meses de poupança e pesquisa intensiva, a nossa viagem foi um sucesso! A partir daquele momento tudo fez sentido. Soubemos que teríamos que continuar a viajar e conhecer o mundo, deixar-nos absorver pela beleza que nos rodeia, e experienciar diferentes culturas.

Essa foi uma grande lição: saber que a persistência traz frutos! E que pequenos atos podem causar grandes resultados. Queremos aplicar este mesmo raciocínio aos nossos atos de bondade. Queremos que estas atividades inspirem outras pessoas a fazer o bem. E sabemos que a melhor forma de combater o ódio é espalhando amor. Mesmo que o façamos em pequenas doses de cada vez, tal como as nossas poupanças para Roma.

Em Dezembro, enquanto passeávamos pelas ruas da interessante Berlim contemplando a maravilhosa Igreja Memorial Kaiser Wilhelm, avistámos uma humilde senhora sentada no chão de um dos maravilhosos mercados de Natal alemães, com um cartaz a pedir ajuda monetária. Sabendo que esta era a oportunidade perfeita para colocar em prática o nosso mote, fomos de seguida comprar uma leve refeição para a senhora. Quando lhe assegurámos que não continha carne de porco, a senhora aceitou de bom grado e saboreou a refeição.

Regressámos a Portugal no dia 12 de Dezembro e, apenas uma semana mais tarde, no dia 19, vimos nos noticiários que o pior havia acontecido. Doze vidas perdidas e 56 feridos por um camião que invadiu deliberadamente a via pública naquele mesmo local onde havíamos partilhado um sorriso com uma simpática senhora.

Hoje, queremos deixar uma mensagem de persistência. Uma mensagem de esperança. Nem mesmo todo o ódio do mundo consegue derrotar milhões de pequenos atos de bondade praticados por centenas de milhões de pessoas. E quando pensamos naquele local, aquela igreja em específico (um símbolo da resiliência de Berlim) preferimos relembrar um local de amor e de bondade. Essa é a memória que deve ser preservada, a memória do bem sobre o mal. Uma mensagem que um país como a Alemanha compreende bem. E nós esperamos que, um pouco por todo o mundo, todos possam estar recetivos a esta mensagem de perseverança.


Que te pareceu este ato aleatório de bondade? Deixa a tua opinião nos comentários abaixo!

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